terça-feira, 11 de junho de 2019

"THE INTERCEPT BRASIL"

E O HERÓI NACIONAL ERA SOMENTE UM "JUIZINHO" OPORTUNISTA, SERVINDO OS INTERESSES PODRES DE GRANDES ESPECULADORES FINANCEIROS E ARDILOSOS CALOTEIROS, POUQUÍSSIMO VERSADO NA SUA PRÓPRIA LÍNGUA; CURIOSAMENTE DANDO RESPALDO A UM CANDIDATO DE IGUAL FALTA DE VALOR...
É A NOSSA ESTRANHA NAÇÃO!
THE INTERCEPT BRASIL, MAIS IMPERDÍVEL DO QUE NUNCA.

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                                                                           Célia Motta.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

AS MANIFESTAÇÕES DO DIA 30 DE MAIO DE 2019

Eu que já me imaginava totalmente esvaziada de esperança pelo Brasil, sinto novamente o orgulho e o entusiasmo de ter nascido nesse solo indígena.
Orgulho de ter nascido negra e mulher.
Entusiasmo de carregar no sangue, a necessidade de quebrar os paradigmas da desigualdade social e econômica.
Sede de lutar contra arrogantes, preconceituosos e mentirosos.
Vontade de fazer valer a Constituição e a Soberania da Pátria e do Povo.
As aglomerações de ontem, para mim, podem ser comparadas à Luzes!
Luzes de esclarecimento e consistência. Luzes de Consciência.
Isso se deve à mais nobre categoria de uma Nação: os Estudantes. São os que movem de fato o mundo, os conceitos, os padrões e a evolução.
O poder dos livros e dos sorrisos nas ruas.
O poder dos gritos pela Paz.
O poder que Ilumina as trevas da hipocrisia religiosa.
Lindo demais.
Dedico todas as águas represadas de emoção e de alegria, que romperam as comportas por causa da manifestação de 30 de maio, ao meu amado e inesquecível Professor Odair Riberto Fallaci, Sociólogo e Advogado, entusiasta do Movimento Democrático, que com a sua voz ímpar, lecionando Direito Constitucional no Curso de Direito, deixou em minha alma a sua marca para todo o sempre.
O dia de ontem, certamente fê-lo sorrir atrás de sua barba. Seus pequenos olhos certamente faiscaram de euforia. E ele renasceu um pouco em mim.

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                                                                         Célia Motta.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Quanto valem a História e a Memória? Quanto valemos nós?

Depois do meu período de luto por todas as perdas que o Distrito de Alfredo Guedes já teve, inclusive o da titularidade de sua essência, que embora ainda seja um Distrito, todos denominam de "vila" ou de "bairro", DO ROUBO DOS MÓVEIS DA ESCOLA CECÍLIA MARINS BOSI, entre tantas outras depreciações e dilapidações, me questiono qual é o valor de objetos históricos e da preservação da memória de uma localidade que pretende ser Turística (???). Senhor Secretário, por favor, fale e argumente por nós! Faça a diferença!
Com o Memorial trancado o tempo todo (faz tempo que preciso fotografar algumas peças que meus seguidores me pedem, e nunca consigo), a História vai se perdendo. Só o vejo fechado.
E sem eventos, o acervo vai morrendo aos poucos, tanto em sua força como em sua proposta efetiva de resgate. Esse tipo de trabalho exige uma constante e quase diária dedicação e divulgação (que absolutamente ninguém faz!).
Certa de que o luto já havia saído de minha alma, ocorre a PERDA DE TANTAS CASINHAS, DO NOVO BLOCO DO CDHU, POR MERA FALTA DE ESPECIFICAÇÕES NO EDITAL, AO QUE TUDO INDICA. OCORRE A PERDA DA PRIMEIRA E MAIOR DE TODAS AS NECESSIDADES DE UMA FAMÍLIA.
É o Guedes de novo ficando para trás. Será que isso não muda nem agora que temos "até" uma Secretaria?
AMBULÂNCIA? A GENTE GANHA SIM, A GENTE SOMENTE NÃO LEVA, POR FALTA DE OCORRÊNCIAS NA SAÚDE, POIS OS FATOS INDICAM QUE SOMOS APENAS NÚMEROS. NÚMEROS DE ELEITORES, NÚMEROS DE MORTES CAUSADAS POR FALTA DE SOCORRO APROPRIADO (JÁ ACONTECEU EM ALGUMAS SITUAÇÕES, NÃO POUCAS LEVANDO-SE EM CONSIDERAÇÃO A POPULAÇÃO DO DISTRITO).
Agora eu  me deparo com as imagens das pedras da rua principal do Distrito, antes linda e nostálgica, agora negra, quente, sem absorção de água e de material questionável, posto que vive precisando de reparos, apesar do pouco tempo que ali está.
Imagens tristes e desoladoras para quem consegue sensibilizar-se (evidentemente, falsos progressistas aventureiros e oportunistas não entram nesse time).


Esta imagem é a que melhor enxergamos o depósito, sem nenhum cuidado ou respeito pela História e pela Memória guedense.


Com tantos e tantos lugares PÚBLICOS no Distrito que poderiam receber esses paralelepípedos, decorando e condecorando com calçamento de época, o que vejo é o descaso com o nosso lugar, com o nosso ninho de lendas, com o berço de nossos ancestrais, transferindo tempos do passado de luta e personagens que foram primordiais para a economia e desenvolvimento da própria Lençóis Paulista, jogados, despejados num espaço qualquer da USINA DE RECICLAGEM DESATIVADA, NO MEIO DO MATO, como se sua valia e representação fosse zero (UAI!).
E nós, guedenses do Distrito que agora chamam de vila e de bairro, valemos quanto mesmo?
Será que devemos trajar LUTO por nossa própria desvalorização?
Talvez devamos, senhores! Talvez devamos!


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                                                                             Célia Motta, cidadã guedense.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Comemoração de quê, mesmo?

Enquanto houver a inércia do Estado, enquanto houver uma mulher espancada pelo seu companheiro, enquanto ainda houver alguém rotulando roupas ou posturas assumidas por qualquer uma de nós, enquanto houver um posicionamento político e institucionalizado, limitando o avanço em nossas causas, lutas ou diretos, NÃO SERÁ DIA INTERNACIONAL DA MULHER.
Minhas saudações às verdadeiras guerreiras dessa causa!
Todo o meu respeito, às vítimas da violência e abuso masculino, principalmente aos casos de violência emocional.
E, aproveitando a oportunidade, lembremos de Damares Alves, como um exemplo a não ser seguido e um estímulo ao sentimento de vergonha alheia.

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                                                                                          Célia Motta.
 

quinta-feira, 7 de março de 2019

História pra Ninar Gente Grande

Mangueira - Samba-Enredo 2019
Samba-Enredo

[Enredo: História pra Ninar Gente Grande]

Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasis que se faz um país de Lecis, jamelões
São verde e rosa, as multidões

Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasis que se faz um país de Lecis, jamelões
São verde e rosa, as multidões

Brasil, meu nego
Deixa eu te contar
A história que a história não conta
O avesso do mesmo lugar
Na luta é que a gente se encontra

Brasil, meu dengo
A Mangueira chegou
Com versos que o livro apagou
Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento
Tem sangue retinto pisado
Atrás do herói emoldurado
Mulheres, tamoios, mulatos
Eu quero um país que não está no retrato

Brasil, o teu nome é Dandara
E a tua cara é de cariri
Não veio do céu
Nem das mãos de Isabel
A liberdade é um dragão no mar de Aracati

Salve os caboclos de julho
Quem foi de aço nos anos de chumbo
Brasil, chegou a vez
De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês





ARRANCANDO SOLUÇOS E LÁGRIMAS DE TODOS, A AUTENTICIDADE E A VALENTIA TOMARAM CONTA DO CARNAVAL 2019.
HÁ MUITO TEMPO EU NÃO ME DEPARAVA COM UMA EXPRESSÃO TÃO FORTE DE RESISTÊNCIA CONTRA OS ABSURDOS DO SISTEMA. MAS, COM CERTEZA, O NOVO FILME DE WAGNER MOURA NÃO FARÁ POR MENOS.
ARREPIANDO OS ENCARNADOS E OS DESENCARNADOS, EXALTANDO OS VERDADEIROS HERÓIS DE NOSSO BRASIL, DESTACANDO VERDADES SOBRE OS "HERÓIS INSTITUCIONALIZADOS", A MANGUEIRA DESLIZOU OS SEUS PASSOS SOB A PROTEÇÃO E A REVERÊNCIA DE TODOS OS ORIXÁS!
IANSÃ CORTOU VENTOS E RAIOS AO VER AS BANDEIRAS DE MARIELLE TREMULANDO JUNTO COM A BANDEIRA DO BRASIL, QUE NÃO MAIS RETRATAVA A DESORDEM E O RETROCESSO, MAS SIM AS LAMÚRIAS E PENÚRIAS IMPOSTAS PELO ESTADO AOS NEGROS, POBRES E ÍNDIOS. E EU AINDA ACRESCENTARIA AS MULHERES.
M A R A V I L H O S O ! ! !

"O   P O V O    A C I M A    D E    T U D O    E    A    R A Z Ã O    A C I M A    D E    T O D O S".

                                                                                    guardiadelendas.blogspot.com
                                                                                     Célia Motta.

SEGUEM ALGUMAS IMAGENS DO FABULOSO E HISTÓRICO DO DESFILE DA MANGUEIRA DE 2019, NUM MOMENTO EM QUE O PAÍS ESTÁ DESESPERADORAMENTE CLAMANDO POR DISCUSSÕES SÉRIAS, SEM DEMAGOGIA E FANATISMO IMPIEDOSO E RELIGIOSO.
"O POVO ACIMA DE TUDO E A RAZÃO ACIMA DE TODOS".








quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Populismo

E é mais ou menos assim que funciona:
A mão que estala o chicote é a mesma mão que "afaga" de modo torpe e sagaz. É a mesma mão que tira ou limita os direitos. É a mesma mão que se diz humanista. É a mesma mão que seduz com migalhas, sorrisos e tapinhas de "camaradagem".
Muita gente manda, mas não executa nem trabalha. A gestão, pouco importa, do mesmo modo, não chega o pão para tantas e tantas pessoas abaixo da linha da miséria, dentro da Nação (Nação!).
Ajuda humanitária para o Haiti, República do Congo, enfim... isso não interessaria aos imperialistas (lembrando a fala de Castro, em Biografia a duas Vozes, de Ignacio Ramonet). Também não serve aos subservientes que alicerçam os pilares do imperialismo, sempre a farejar a ostentação do petróleo.
Se não houvesse petróleo na Venezuela, chegaria a ajuda humanitária?
Se não há preocupação alguma com os miseráveis de nossa Pátria (mãe gentil???), como e por qual razão os governos mais suspeitos estariam tão empenhados nessa "ajuda"?
E assim segue o sistema em suas esdrúxulas mazelas:
Quem está no poder, mente que faz, o povo finge que acredita, o sistema se encharca de funcionários, cargos e chefes que nunca dizem a que vieram, até que chega um dia, que mesmo sem rombo no sistema previdenciário; chega a hora de mais uma vez o povo pagar pelos astronômicos gastos públicos, que de previdenciários passam muito longe. Pagamos pelas mordomias em todas as esferas de poder. Trabalhamos e não ganhamos. Aceitamos as esmolas pois precisamos delas, mas salário digno, somente quem manda mas não executa é quem leva.
E de quebra somos obrigados a ver um Ministra de meia pataca, falando num Deus de ignorância e vingança, que não cita o verdadeiro mito, Marielle Franco, fazendo vergonha em Genebra, como sempre. Temos que passar na garganta, um Ministro de Educação, despreparado e alienado, querendo implantar a todo custo um partido monstruoso nas escolas. O sentimento libertário, vai aos poucos adentrando a esfera da servidão, do lambe chão e da aflição. Os ditos ministérios vão trocando os valores cognitivos por pesadas correntes; correnteza sem volta.
Muita gente dizendo que manda (sabe-se lá por quais caminhos), mas de fato, nada muda.
Só embuste. Armação. Esquema. Acaba tudo em quadrilha.
E a isso chamamos Populismo, a grande ferida e a grande praga do militarismo decadente e ultrapassado.
Medo?
Ah! Não! Isso, não.
O sistema? Também não!
Enterraste o teu umbigo, descomprometido?
Mas eu não. Eu nunca.
Deixo aqui, todas as minhas reverências, aos professores de história, que são os únicos possíveis salvadores do Brasil.

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                                                              Célia Motta.

                                                                                           

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Dona Benedita

Quem não se recorda dessa pele de sol, por vezes brava e por outras tantas e muitas vezes sorrindo contente?
Quem não se recorda de todas as águas que jorraram sobre as suas mãos de fresco alvejar?
Quem de nós ainda não a vê, por entre nós a perambular?
Quem não presenciou essa mulher de força e luta, fazendo alquimias com as águas e as espumas de sabão, trazendo de outras dimensões as velhas e melodiosas lavadeiras das colônias, dos açudes, perdidos no tempo?
Quem não ouve os seus passos leves em nossas calçadas de outrora e de agora?
Caminha, flutua e vive... vive... ainda entre nós... ainda nossa.


Mas, o que nós ainda não tínhamos era uma imagem dela, aos 16 anos de idade, junto com o seu marido Mariano, tirada na cidade de Botucatu em Maio do anos de 1927.





Em sua cabeça, farta de asas de graúna, cantavam as antigas histórias de vôos para nós desconhecidos. Voando a graúna deixou o seu legado.
Voando, partiu em Dezembro do ano 2000, precisamente no dia 10. Ainda ouvimos os seus vôos noturnos em rasantes de magia e recomeço, envolvida em brancas nuvens de nosso céu guedense.


Aqui, os pais e uma das tias do senhor Mariano, portanto o sogro, a sogra e a cunhada de dona Benedita, da esquerda para a direita: Joana Maria Pantaleão de Lima, Antonio Pantaleão de Lima e Aparecida Pantaleão de Lima. Infelizmente, não nos foi possível identificar a cidade e o ano em que foi feito o registro fotográfico.

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