sábado, 11 de dezembro de 2021

A HISTÓRIA SEM A SUA GLÓRIA

 

A História Sem A Sua Glória

Há um nome do qual todos nós somos devedores.

Há um nome ao qual cedo ou tarde o poder público terá de revolver das sombras e elevá-lo ao cume da luz.

Cume da glória é o destino da gloriosa Professora Cecília Marins Bosi. Cabe aqui uma correção: não é um nome, é sim e antes, o nome mais ilustre de nossas paisagens dispersas sobre o tempo e sobre o espaço. A dignidade personificada em pioneirismo. A personalidade educadora por essência e por excelência.

Lecionando no Distrito antes mesmo da construção do grupo escolar, formou aqui gerações e gerações de guedenses que ainda reclamam e relembram o seu legado. A benemérita educadora teve o seu nome relegado ao esquecimento em razão da municipalização de nossa escola.

Evidentemente, o nome que a substitui não é nem menos digno e nem menos tradicional. Não, ao contrário, é um nome que ainda perdura em grande parte de sua descendência que aqui vive. Não menos memorável. Não menos merecedor de estima e consideração de nossa parte. Absolutamente, não é disso que se trata. Dona Philomena Briquesi Boso fez por merecer a justa homenagem da imortalidade, adentrando o terreno do resgate das memórias mais caras, é bom que se diga.

O que não foi digno, nem merecedor de respeito ou consideração, e muito menos justo, foi o posicionamento dos poderes que à época da municipalização da escola baniram a mais brilhante memória da história do Distrito. A distinta precursora da mais importante luta que é a Educação teve vilipendiado o seu nome e diminuídas as suas obras.

A Educação é o manto que leva sob si todas as vocações, incluindo a Ciência e a própria História. E o manto foi maculado. No lugar dos ombros dessa visionária, abriram uma ferida que não cicatriza. Que não cicatriza inclusive em nós. A mulher  que se doou em sacerdócio abraçando a total ausência de recursos educacionais e pedagógicos, para fazer valer o seu ideal de expansão do saber, após ocupar o seu pedestal legítimo de louvores e reconhecimento, foi relegada ao apagamento.

Isso, senhores, gostem ou não, um dia terá de ser reparado.

Será que o Distrito supostamente potencial em história e cultura, pertencente ao Município da futura Lençóis turística, não comportaria em seu Memorial nenhuma sala com os pertences e mobiliário original da escola?

Será que a Praça do Bom Jesus não agregaria de modo muito peculiar um busto com a biografia dessa excelsa mulher?

Ou o próprio Memorial, não poderia carregar a honra e a robustez do nome ímpar de Cecília Marins Bosi, Sacerdotisa da Educação?

Estamos em débito com a Professora Cecília. Estamos em vergonhoso débito para com a sua descendência e é urgente tal reparação.

                                                                                           

                                                                                                               Célia Regina Motta.

 


 

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

 TEMPOS ESTRANHOS


Depois de tanto tempo distante da escrita retorno em dois tempos:

-O primeiro, sobre a atual situação de insegurança e desconfiança institucional;

-O segundo, sobre a prisão de meu falecido pai, quando vereador em 1964, por possuir no local em que morava, livros Marxistas. 

                         No dia 16 de Outubro de 2021, fiz minha estréia como colaboradora do Jornal Pedra de Fogo. É bom que se diga, com muito orgulho e muita alegria. Pois bem, não posso então deixar de registrar aqui a perseguição e retaliação pela qual Chu Arroyo, responsável pelo jornal vem sofrendo. Para tanto, registrarei aqui o meu apoio ao Chu, juntando a minha modesta postura aqui na página à manifestação formal da Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa ( Angola, Brasil, Cabo Verde, Goa, Guiné Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste) no Ofício out/2021 às Autoridades Internacionais e aos membros titulares das representações filiadas à FJLP

Eu deixo aqui o meu repúdio ao autoritarismo sob todas as suas formas, principalmente aquelas provenientes de instituições que existem tão somente para garantir o pleno exercício de informação bem como das liberdades constitucionais.

Pegando carona na questão político autoritária, vamos até o ano de 1964...



Waldemar Geraldo da Motta

No ano de 2018 viajei para Itápolis em busca de minha família paterna. Conheci alguns tios quando eu era muito criança. Meu avô paterno eu não conheci, pois ele havia falecido em abril de 1964 e eu nasci em 1969. Minha avó teve tempo de segurar-me ainda bebê em seu colo. Pouco tempo depois também faleceu. Em 2019, enfurecida e revoltada com a vitória de Jair Bolsonaro, desanimada por todo o retrocesso que sua vitória representava para a ordem democrática e o Estado de Direito, aturdida por perceber o quanto a ignorância se agigantava na nossa triste nação resolvi retornar a Itápolis para resgatar ao menos um pouco de meu pai. O Motta. Uma robusta inspiração de fé na Democracia. Preto, pobre e polêmico. Inteligentíssimo e com refinamento para concepções políticas. E foi assim, em uma grande reunião da família Motta, com ressoares das timbas e tambores que ecoavam chamando por ele, ao som de “Sonho meu! Sonho meu! Vá buscar quem mora longe, sonho meu” que o Motta retornou de nossos poros atendendo ao nosso chamado. Vertia ele de nossos suores. Suores dos ancestrais amores nas matas. Suores de dores e temores dos porões de assombrosos navios negreiros. Negros dias e noites.

Waldemar Geraldo da Motta nasceu em 21 de setembro de 1933 na pequena Itápolis. Filho de Francisca e Moisés, criado de forma muito simples dentro de uma família conservadora e patriarcal, muito cedo se rebelava aquele menino de sorriso fácil e olhos vibrantes contra o sistema de exploração econômica, desigualdade social, opressão e intolerância religiosa.

De oratória brilhante, corpulenta e argumentação apurada, aquele menino começava a gostar da política. Sem condições para estudar debruçou-se sobre livros e jornais em verdadeira saga, incansavelmente. Lia de tudo. Entre seus catorze e dezesseis anos de idade ele saiu de casa e veio para Lençóis Paulista. Rumores apontam para a possibilidade de que naquela época já fosse o menino Motta, pelo seu comportamento desafiador do sistema, um provável “problema” para a sua família, posto em evidência o seu temperamento questionador e turbulento. Destemido por excelência de lá vinha o garoto para trabalhar na antiga tinturaria do senhor Luís Duarte.

Aguerrido e impulsivo, tratou logo de conhecer os redutos politizados ao longo do tempo na Lençóis “princesa dos canaviais”. Alinhado com a nata dos idealistas militantes da época cresciam seus princípios de bases socialistas e trabalhistas. E o guerreiro amadurecia.

Militante do MDB varria a cidade com seus comícios acalorados. Suas palavras por vezes duras envoltas em sua voz grave davam singularidade à sua figura pequena, que estranhamente aumentava brutalmente quando pisava com respeito o sagrado palanque. Em uma das mãos o microfone demonstrava o quanto para ele aquilo era de fato uma tribuna ilustríssima para o mais importante lugar de fala. Em sua outra mão, seus gestos firmes e convictos não eram menos eloquentes que sua boca de batalhas mil. Seu grande amor, a política. A política sempre foi a sua perdição e a sua redenção. Sua paixão e salvação. Misturados com a sua personalidade boêmia davam ao Motta um carisma muito peculiar.

Foi eleito vereador por três vezes. A primeira em 1963; a segunda vez na eleição de 1976 e a terceira em 1982, juntamente com o prefeito Ideval Paccola. O município dava os seus primeiros passos sem as amarras dos grandes grupos econômicos dominantes da cidade. Víamos a administração local voltada para as questões sociais.

Um homem de combates, de espírito vermelho, de valentia flamejante capaz de desconcertar qualquer opositor. Entre amigos de igual postura lá ia ele entre os locais da Rua XV de Novembro, com um carinho todo especial para com o senhor João Germino, saudoso proprietário do inesquecível Bar do Chope. Em reuniões intermináveis na calada da noite, o militante dentro dele como que forjado pela espada do Arcanjo Miguel e esculpido pelos machados de Xangô, se fortalecia.

No mês de maio de 1964, em plena ditadura militar mediante denúncia e com base em uma lista de suspeitos de subversão, existente na delegacia de polícia local, o Motta foi detido. Preso por ter no quarto em que ele morava dois livros de doutrina Marxista. Era vereador nessa época. As agruras do nefasto regime atingiram o guerreiro negro.

Minha mãe ainda hoje conta que quando namoravam meu pai ficou muito tempo desaparecido. Provavelmente por perseguição do regime ditatorial, devido aos seus posicionamentos sempre contundentes. Tal assunto ficou guardado, velado e restrito em nossa casa por muitos e muitos anos. Creio que tenha partido dele o silêncio, para nos proteger e nos poupar, já que depois que do casamento ficaram vivendo na casa de meus avós maternos aqui em Alfredo Guedes. E novamente o Motta se via no seio de uma família de direita e conservadora. Eu me recordo de alguns de seus discursos. Eram verdadeiros folguedos. Em meados dos anos de 1970 e 1980, eu me lembro de algumas vezes ver em nossa casa o Dr. Luciano Bernardes Filho, Edvaldo Bianchini entre outros. Minha mãe também me conta que eu ainda muito pequena tinha por ídolo o Lucianinho Bernardes e que era absurdamente evidente a empolgação e o entusiasmo que eu sentia quando o Dr. Luciano discursava.

No Livro de Ata das Sessões da Câmara Municipal de Lençóis Paulista, referente ao período de 1963 a 1965, encontram-se todas as menções à prisão de meu pai. Detido por ser inteligente, questionador, crítico das atrocidades do estado, sensível diante dos abusos de ordem trabalhista e inconformado com a realidade do racismo. Um homem a frente de seu tempo.

Vendendo cortes de tecidos na Pernambucana, cortava o seu destino e o nosso também através da entidade viva que é a política. Um café no Bar do Chope que ficava logo ali pertinho da loja, um cumprimento de “boa tarde” na quitanda da Tereza, japonesa do sorriso largo vagando vaporoso sob o cheiro das maçãs argentinas em suas bandejas cor de violeta, um abraço na querida amiga dona Leda e um conselho de Alexandre Chitto preenchia as suas manhãs e tardes. E o Geraldo Motta ia e vinha todos os dias de trem. Seguia trabalhando em Lençóis e morando no Distrito de Alfredo Guedes que adotou como sua terra, sua gente e seu porto seguro.

Antes disso houve uma época em que trabalhou no histórico Bar Guarani, no Bar da Estela... Nas quintas de folga me levava com ele de trem para Lençóis. E eu muito pequenina via pelas primeiras vezes o entusiasmo que ferve nas ruas por mudanças, e como o cheiro dos bares se mistura ao perfume de esperança que move o povo que grita orações de reivindicações.

Boêmio que era dedilhava violões pelas madrugadas com seus amigos de várias idades. A voz que me ensinava o valor da liberdade era a mesma que cantava Amapola de Gregório Barrios. O pai que tinha o bolero cravado nos pés era o mesmo que contrariava a ordem para a educação das meninas e afirmava que eu não precisava ter filhos se eu não quisesse. Que eu só deveria me casar se assim desejasse, mas que isso não deveria fazer de mim uma pessoa solitária. Nunca deixou que nenhuma amarra me pegasse ou prendesse nenhum de meus anseios. E era essa a liberdade de escolha que ele sempre desejou que sua gente tivesse. E sei que deseja ainda. Seu legado é o da liberdade. A luta que demonstra não haver diferenças entre raças, gênero ou classe social.

Foi com essa liberdade de acertar e de errar que eu sempre toquei minha vida. Foi com a certeza de saber que eu poderia fazer qualquer coisa que um homem fizesse sem que isso me diminuísse. Ele me podou os medos. E deixou como herança para o povo essa mesma poda de temores.

O político e boêmio mesclava o amor mariano à força dos orixás. Por isso quando rezo, choro de joelhos nos altares de Nossa Senhora pisando descalça o seu chão. Mas danço para Iansã nos dias de tempestades. Submeto-me e tremo por Ogun, grande general da Umbanda, emociono-me profundamente na brancura reluzente das mesas kardecistas que clamam a Jesus, reverencio os atabaques de meu sangue negro, sangue do Motta e me encho de esperanças ao som das Aves Marias. Agradeço com respeito e ternura os pretos velhos que me acompanham. Como ele, que mesmo preso, injustiçado e perseguido, vou me negando ao pessimismo e sigo acreditando que a política seja sim sagrada, uma poderosa ferramenta de poder de transformação da realidade e das vidas das pessoas. É preciso suprimir o excesso de regras e fanatismo e substituí-lo por amor à vida. O Motta se foi em março de 2001, levando com ele várias conquistas para Alfredo Guedes, ressaltando o imenso orgulho de ter trazido a vicinal, o tão esperado asfalto na estrada que liga a Rondon e que hoje leva o seu nome. Velado na Câmara Municipal com as honras que fizera por merecer, lá se ia novamente o Motta de perfil guerreiro para outras messes, mas não sem antes dizer para que o povo não se curve. E olhando para o seu corpo ali, já com a sua presença ao meu lado, meus ouvidos percebiam seu sussurro: “Eu jamais abandonei os meus livros fossem de quaisquer doutrinas inclusive a dialética marxista”. E eu só pensava: “Viva a liberdade e viva Democracia”!

E para homenageá-lo, além de trazê-lo aqui, convido: Vamos assistir Marighella?

 

                                                                                                           Célia Regina Motta

                            


terça-feira, 26 de novembro de 2019

Mais uma vez nós perdemos.

A população de Alfredo Guedes agradece pelo empenho do vereador Paulo Victaliano, em sua tentativa moral e legislativa, de direcionar para atendimento de Saúde da Unidade Victório Boso, o valor médio de 170.000,00 anuais que atualmente e nunca antes, são destinados para a Secretaria do Distrito de Alfredo Guedes.

A exorbitante quantia é gasta de modo inócuo com pagamento do secretário. Sim, pois pelo o que se vê, a manutenção do Distrito tem sido feita como sempre foi, antes de sua infeliz chegada: com gastos pequenos.
A proposta do vereador Paulinho foi feita através de uma emenda, que por razões indecifráveis dos nossos eficientes edis, não passou. Eles não a quiseram.
O povo pede para que a atual vereança se recorde muito bem desse dia, posto que nós, o povo guedense, não nos esqueceremos da data de aniversário de cada um desses descasos com a população.
O povo sabe exatamente, pois eu mesma fiz questão de salientar que 170.000, 00 não só poderiam como deveriam compor a base de sustentação dos serviços de saúde de Alfredo Guedes.
Mais uma vez nós perdemos.
Mais uma vez fomos suprimidos pelo interesse particular.
E mais uma vez, os senhores podem apostar, que em breve irão até o distrito esquecido, em busca de votos votos.
Nessa hora a sagacidade dos senhores será respondida por nós, mais uma vez com a #Renovação.
Com a praça iluminada, plantas, enfeites e cores também entoarão #Renovação.
O coreto e o nosso Memorial fechado e abandonado no meio do mato sem nenhuma exposição, também cantarão através de nossos ancestrais... #Renovação.
Eu responderei o mesmo de sempre e também na ocasião, #VoltaMarise em refrão.

                             guardiadelendas.blogspot.com
                               Célia Motta.

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Barbarie X Consciência Negra

No mês da Consciência Negra, em meio à descoberta de focos neonazistas espalhados por esse território que já foi uma Nação, já que entre outras coisas, escrevo também sobre quem hostiliza direitos e massacra minorias, não vejo outra saída que não seja publicar a tenebrosa imagem.
Sim, pois isso mostra que a luta ainda nem começou e há muito por ser efetivado antes de quaisquer comemorações.
No dia de hoje, 20 de Novembro de 2019, reflitamos como é possível que esse ser tenha encontrado tantos "espelhos" na sociedade, em número suficiente para conseguir se eleger como representante no parlamento?
É isso mesmo que se quer para a direção da outrora Nação?
São parlamentares com essa falta de categoria que serão os representantes não do povo, mas do ódio?

O vândalo e Deputado Federal pelo PSL, Coronel Tadeu

Alguém com três neurônios assim caracterizados: um neurônio para seguir as bestialidades da besta (redundante, mas necessário que se diga); um neurônio fascista e um último que se divide entre a idiotia, a dificuldade crônica para os estudos de história e estatística e o desequilíbrio próprio do psicopata quando colocado diante dos fatos para os quais não há argumento.
Destruindo exposições... negando fatos e números... ô vergonha alheia...
Viva a Negritude!
Viva Marighella!
Viva o Cubano! O Venezuelano! O Chile e a Bolívia! Viva a Paz e o Amor!

                                               guardiadelendas.blogspot.com
                                               Célia Motta.

                                   

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Paulinho vereador e a sua notável proposta para o Distrito de Alfredo Guedes

Agora sim temos realmente com quem contar para legitimar certos serviços para o nosso distrito.
O vereador Paulinho, esteve por aqui dias atrás, questionando de casa em casa o que de fato é mais importante para a população guedense, no que se refere ao serviço e atendimento públicos.
Viva o Paulinho Victaliano!
A proposta do incansável edil é de adequações no orçamento para a proposição de Serviço 24 horas na Unidade de Saúde Victório Boso, em Alfredo Guedes.
Corretíssimo, já que a ambulância perambula pelo Guedes, ora aqui e ora ali, porém sem a devida presença da tão falada equipe de resgate.
Corretíssimo, insisto, pelo fato de que agora estamos cientes de que há sim verba para tal investimento, basta que se aplique de modo coerente e produtivo, e não se esbanje futilidades e cargos.
A população aguarda ansiosamente pelo desfecho da corajosa proposta e promete comparecer na Câmara para apreciar e ver de perto a votação dos vereadores.
Acompanhar essa decisão bem de perto, é necessário para saber quem são os vereadores que conhecem mesmo as nossas necessidades.
É importante para sabermos quem vota a favor da nossa saúde e quem vota contra o nosso povo.
É importante para as decisões do eleitorado guedense, que embora pequeno não é nada desprezível no cômputo geral na hora de dizer quem fica e quem segue; quem entra e quem sai.
Esperamos bom senso e responsabilidade. Esperamos compromisso e comprometimento verdadeiros.
Esperamos dos nobres edis uma postura de vontade política como a que o vereador Paulo Victaliano assumiu.
Assim sendo, não esperamos nada além daquilo que é obrigacional por parte do Legislativo, que é a observação, regulação, fiscalização do dinheiro para a devida execução do serviço público.
Vamos acompanhar de pertinho e divulgar os passos dados.

                                                                                             guardiadelendas.blogspot.com
                                                                                             Célia Motta.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Judiação

Não é difícil prever o desfecho da atual situação:
"a ambulância está aqui parada"
Diria talvez o nosso secretário, que o município precisa muito mais do que o distrito... tudo é questão de demanda, seria talvez essa a sua opinião.
Estatísticas amparariam essa afirmação, como também garantiriam a nossa segurança e a nossa prevenção?
Não! Dizemos nós, moradores.

Morramos por falta de socorro rápido, como bebês já se foram, como Joelmas, Roselis e Clarices não conseguiram esperar.
"São as agruras de quem opta por viver aqui"
Talvez queira o secretário que pensemos assim.
Não! Não nos impregnará com a sua falta de conhecimento e o seu descomprometimento. Não nos driblará com seu jogo de bola vazia e chutes ineptos.

Sabemos nós que o papel dele seria cuidar do Distrito. Muito mais e muito melhor do que todos os outros do passado cuidaram, já que para ele foi criada uma secretaria. Engana somente os que gostam de ser enganados.

É a posição equivocadíssima e desinformada do dono da bola que não rola, que administra sem entender de administração, que se deixou prender na fala que desconstitui os deveres do poder público, fala mais uma vez incauta, que andou circulando num certo vazamento de águas fétidas de um túnel de voz. Posição lamentável para nós.

Equipe de socorro, é coisa muito cara... vou esperar a poeira voltar ao chão...até que se acalmem os ânimos em aflição... mais tarde eu entrego novamente o veículo ao município, afinal sou eu quem tomo a decisão... assim que parar a reivindicação... lá na cidade precisam mais, e aqui ela está inutilizada... vai deteriorar, judiação! Falta a equipe de resgate, isso é coisa muito cara, ressurge a resposta sem justificação... Alfredo Guedes não precisa de socorro rápido... havendo a necessidade o povo espera o veículo de Lençóis Paulista. Há de dar tempo, rezarão!
Por acaso não nos é dado algum tipo de isenção?
Não.
E o povo do distrito? 
Judiação.
Há quem chame de revolta, por conta de eu ser mulher, negra, funcionária pública (com muita honra!) e oposição. Eu chamo de reflexão.

                                                         guardiadelendas.blogspot.com
                                                         Célia Motta.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

? ? ?

? ? ?
E agora a ambulância está conosco, na nossa unidade de saúde.
Entretanto, sem uso, pois ainda nos falta a equipe de resgate. A população aguarda pela devida efetivação dos serviços.

                                 guardiadelendas.blogspot.com
                                                                   Célia Motta