quinta-feira, 14 de junho de 2018

Triste sepultamento!

Assim estamos, parados no tempo. Com uma obra que vem se estendendo desde setembro passado, salvo engano.


Passando da história para a desolação do "nada", o barro, devagar vai carregando as nossas histórias e enterrando as nossas memórias.
Fazendo parte do Conselho Municipal de Turismo, o titular representante da cultura local, e como se vê, sem entender absolutamente nada da mesma, segue dirigindo e secretariando o Distrito de Alfredo Guedes. Distrito este, fadado ao esvaziamento, aniquilação e inviabilização de tudo que no passado fora semeado por tantos e tantos protagonistas, todos nativos do lugar.
Assim como hoje o nosso Memorial repousa em torpe sono hipnótico, por conta de ali não haver mais nenhum evento cultural, o Distrito segue de modo simplório, esmolando o tal "jeitinho brasileiro", tão e cada vez mais presente na nossa estranha nação. Quebrando pequenos galhos aqui e acolá, sem conseguir dizer ao certo, à que foi que veio, o comando local não consegue desempenhar o mínimo necessário para o turismo local, como se pode verificar na tamanha destruição histórica. Engajado com sabe-se lá quem e com o que, abre para nós, e quando digo nós, falo dos guedenses de sangue e de alma, um tremendo leque de hipóteses, pois como pode alguém fazer parte do conselho municipal de turismo (com minúsculas mesmo), sem efetuar nenhum evento num local passível de tanta exploração de costumes, hábitos, personagens, recursos naturais e memória? Que negociata seria essa, em que até agora não se houve falar em educação patrimonial? O que será apresentado aqui, em termos turísticos?
É para se pensar... vou aqui acrescentando... conforme os dias passam...  De início, até elogiei a criação de uma diretoria para o nosso Distrito. Mas, retiro integralmente o dito, haja vista o desastre em potencial. Sem diretores, sem secretários, contando com a extrema boa vontade dos funcionários que no passado foram nomeados, nós caminhamos muito mais e muito melhor.
E, para descontrair, seguíamos sem termos as nossas garagens e portões trancafiados por blocos pesadíssimos de concreto, cuidadosamente e engenhosamente preparados para a minha chegada em casa.



Então eu pergunto: "Jura por Deus que eu tenho cara de quem se amedronta com esse tipo de traquinagem de infantes travessos"? Aqui é aroeira. Vem e volta. No máximo, terei que esperar mais um pouco para iniciar a reforma externa da casa de família que herdei de meu velho avô, que aliás, deve estar revirando no túmulo, por conta do tamanho da depreciação da história.
Eu, aqui vou seguindo, firme com o meu candidato a prefeito de sempre. Mas em meio a falência de praticamente tudo o que é institucional nessa nossa estranha nação, ando pensando muito sobre o que seria de maior protesto na esfera estadual e federal: não comparecer nas urnas e pagar parcas quantias à justiça eleitoral, ou comparecer e simplesmente anular a validade de minha procuração a outrem, posto que não poderei outorgá-la além de Marise, pelo fato de que além dele, ninguém, mas ninguém mesmo me representa.
                                                                       guardiadelendas.blogspot.com
                                                                       Célia Motta.

Um comentário:

  1. Uma pena Celia.....nunca visitei Alfredo Guedes na minha infância em Lençóis, apenas muitos anos depois fui conhecer o bairro.
    Admiro sua luta para a preservação desse patrimônio histórico que pouca gente dá valor. É a falta de cultura de nosso povo em geral.
    Continue sua luta....conte comigo.......um grande abraço!!!

    ResponderExcluir